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Por que álcool 70% para antissepsia da pele?

26/10/16

Álcool 70%

 

Antissepsia é o conjunto de medidas propostas para inibir o crescimento de microrganismos ou removê-los de um determinado ambiente, como, por exemplo, fazer a antissepsia da pele antes de puncionar.

Diferente da assepsia, que é o conjunto de medidas que utilizamos para impedir a penetração de microrganismos num ambiente que não os tem, logo, um ambiente asséptico, como, por exemplo, abrir a embalagem da seringa de forma asséptica; a antissepsia da pele é feita de forma mais eficaz com o álcool 70%.

A pele e as mucosas intactas são barreiras mecânicas efetivas a agentes infecciosos, porém quando nos machucamos ou vamos fazer algum procedimento, temos que garantir que a pele esteja limpa para evitar a entrada de microrganismos indesejáveis, que possam levar a um quadro de infecção.

O álcool 70% é muito utilizado para procedimentos rápidos, como aplicação de injetáveis, punções venosas, limpeza das mãos, pós-operatório, limpeza do umbigo (neonatos) etc
O álcool 70% é muito utilizado para procedimentos rápidos, como aplicação de injetáveis, punções venosas, limpeza das mãos, pós-operatório, limpeza do umbigo (neonatos) etc

A limpeza tem por objetivo reduzir a carga microbiana, e pode ser realizada de forma mecânica ou química. Quando mecânica, se dá através de fricção (esfregar uma mão na outra). É importante para a remoção dos germes transitórios, porém possui pouco efeito sobre as bactérias. Quando química, utiliza detergentes, desencrostantes ou enzimáticos, com o objetivo de eliminar os microrganismos.

O principal objetivo da antissepsia é reduzir o número de microrganismos presentes, seja em um objeto ou numa superfície corpórea. O álcool 70% é o mais utilizado no processo de antissepsia da pele, pois age de maneira instantânea nos microrganismos e de forma satisfatória na prevenção de infecção. Nessa concentração, sendo 70% de álcool isopropílico e aproximadamente 30% água, ele é ótimo para atividade bactericida, pois desnatura as proteínas dos microrganismos, atuando na membrana plasmática ou na parede celular bacteriana, inibindo sua síntese e provocando sua destruição. Faz-se mais rapidamente na presença de água, pois facilita a entrada do álcool nos microrganismos.

Vejamos algumas vantagens do álcool 70%, para antissepsia da pele:

– Bactericida de ação rápida

– Age na presença do Mycobacterium tuberculose e virucida (somente para vírus lipofílicos)

– Irritante leveÁlcook Swab Labor Import

– Baixo custo

– Hipoalergênico

– Incolor e não deixa resíduo

– Fácil de manipular

Álcool Swab

Indicação

Para procedimentos rápidos, como: aplicação de injetáveis, punções venosas, limpeza das mãos, pós-operatório, limpeza do umbigo (neonatos) etc.

Dica

Para garantir uma excelente antissepsia com ação bactericida em um procedimento invasivo, faça a limpeza da pele em um único sentido com o álcool e aguarde a secagem natural da pele antes de fazer o procedimento, evitando assim, o desconforto ao paciente (ardência). Como dito anteriormente, o álcool precisa da água para penetrar nos microrganismos e eliminá-los. Se aceleramos a secagem, diminuiremos a ação bactericida. Por isso, nunca assopre ou abane para acelerar a secagem.

Curiosidade

O álcool na forma de gel ou espuma tende a ressecar menos a pele, sendo mais indicado para antissepsia das mãos, o uso evita contaminação. Mãos limpas significa pessoa saudável, utilize sem moderação.

Outras utilidades do álcool 70%

– Limpeza de maquiagem

– Previne o escurecimento do colarinho de blusas e camisas, limpando o pescoço com álcool antes de se vestir

– Limpeza de espelhos, janelas, automóveis etc.

– Pulverização nas frutas para afastar as moscas

 

Fonte: 1.Pelczar Jr, JM, Chan ECS, Krieg NR, Edwards DD,

Pelczar MF. Microbiologia Conceitos e Aplicações. 2ª

Volume II. São Paulo: Makron Books; 1996.

2.Zanon O, Neves J. Infecções hospitalares, prevenção,

diagnóstico e tratamento. Rio de Janeiro: Medsi; 1987.

3.Padoveze MC, Delmonte MCC. Limpeza e desinfecção

de artigos. In: APECIH. São Paulo: Associação Paulista

de Estudos e Controle de Infecção Hospitalar; 1999.

4.Trabulsi LR. Microbiologia. 2ª ed. Rio de Janeiro:

Atheneu; 1991.

5.Mazzola PG. Eficácia dos agentes químicos no programa

de limpeza, desinfecção e esterilização. São Paulo: LAES

& HAES; 2000.

6.Widmer AF. Replace hand washing with use of a water-

less alcohol hand rub? Clin Infect

Dis 2000; 31:

136-43

Imagens: Divulgação

 

 

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