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HIPERTENSÃO – O INIMIGO SILENCIOSO

14/03/17

A hipertensão arterial (HA) é considerada a mais importante das enfermidades não transmissíveis, devido à sua alta prevalência que preocupa tanto a medicina clínica quanto a Saúde Pública.

A HA é uma condição clínica multifatorial, caracterizada por níveis elevados e sustentados de pressão arterial (PA). Associa-se, frequentemente, a alterações funcionais e/ou estruturais dos órgãos-alvo (coração, encéfalo, rins e vasos sanguíneos) e a alterações metabólicas, com consequente aumento do risco de eventos cardiovasculares fatais e não fatais.

A elevação da PA representa um fator de risco independente, linear e contínuo para doença cardiovascular. Mudanças no estilo de vida são recomendadas com entusiasmo na prevenção primária da HA, notadamente nos indivíduos com PA limítrofe. Portanto, mudanças de estilo de vida reduzem a PA, os riscos de doenças cardiovasculares e a mortalidade. Hábitos saudáveis devem ser adotados desde a infância e a adolescência, respeitando-se as características regionais, culturais, sociais e econômicas dos indivíduos. As principais recomendações não medicamentosas para prevenção primária da HA são: alimentação saudável, consumo controlado de sódio e álcool, ingestão de potássio, combate ao sedentarismo e ao tabagismo e prática de atividades físicas.

O tratamento da HA, apesar da existência de drogas eficazes, ainda é um desafio, visto que a normalização da PA ocorre em pequena porcentagem dos pacientes, principalmente com a consequência dos baixos níveis de aderência ao tratamento, fator ainda mais importante nas pessoas assintomáticas.

O monitoramento da PA é realizado por meio de um medidor de pressão arterial, conhecido popularmente como aparelho de aferir pressão, tecnicamente chamado de esfigmomanômetro. Além dele, para uma verificação mais precisa, utiliza-se um estetoscópio (pulsação).

Todos os aparelhos de pressão devem ser avaliados pelo INMETRO antes de serem comercializados (verificação inicial). Quanto aos resultados, para estarem sempre corretos, os aparelhos devem periodicamente passar por calibração e aferição em empresas credenciadas pelo INMETRO, após serem colocados em uso. O que configura essa avaliação é um selo afixado no manômetro (verificação sequencial).

 

               Figura 1 – Aparelho de aferir pressão

aparelho pressão
aparelho pressão

 

Figura 2 – estetoscópio

estetoscópio
estetoscópio

 

Os pacientes que não fazem o tratamento adequado ou os que não se consultam periodicamente podem sofrer várias consequências graves com o aumento repentino da PA, principalmente em pacientes assintomáticos. Daí o apelido de “inimigo silencioso”.

Curiosidade: o ato de verificar a pressão chama-se AFERIR a pressão. Tecnicamente é errado pronunciar “tirar a pressão” ou “medir a pressão”.

 

REFERÊNCIAS

 V Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial. Arq. Bras. Cardiol. Vol. 89, nº. 3 São Paulo Set. 2007.

Conceituação, epidemiologia e prevenção primária. J. Bras. Nefrol. Vol. 32, supl.1. São Paulo Set. 2010.

Hipertensão arterial e medidas de controle referidos na População urbana de Cáceres/MT. Rev. Inst. Med. trop. São Paulo 3 0 (3)1:208-211, maio-junho, 1988.

Fotos: www.lamedid.com.br

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