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Hepatite C, todo cuidado!!

14/02/18

A hepatite C é uma doença infecciosa que causa inflamação aguda ou crônica do fígado. Antes da descoberta de seu agente viral, esse tipo de hepatite foi denominado como hepatite não-A não-B, uma forma de doença hepática aguda ou crônica, que se seguia após a uma transfusão sanguínea ou de hemoderivados. O vírus da hepatite C (HCV) é um agente infeccioso transmitido principalmente por sangue, seu potencial infeccioso por via sexual não é alto, a transmissão vertical também é considerada pouco comum. A infecção pelo vírus HCV é um problema de saúde pública em todo o mundo, inclusive no Brasil.

Sabemos hoje que a hepatite C compete com a doença hepática alcoólica como a maior causa de doença crônica do fígado, podendo ser a vencedora em várias áreas geográficas. Estima-se que 3% da população mundial esteja contaminada, sendo relevante o número de pessoas que desconhece o fato de albergar o vírus.

Figura 1: Estrutura do vírus

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Fonte: Rev. Soc. Bras. Med. Trop. vol.34 no.1 Uberaba Jan./Feb. 2001.

A prevenção e o controle da hepatite C dependem de uma complexa avaliação da distribuição global da infecção pelo HCV, determinação de seus fatores de risco associados e estimativa dos fatores que aceleram a progressão da doença. Além disso, devido à inexistência de uma vacina ou alguma forma de profilaxia pós-exposição, torna-se indispensável uma correta avaliação epidemiológica para o planejamento de ações de prevenção primária em qualquer população.

FATORES DE RISCO E TRANSMISSÃO

Diversos estudos apontam como principais fatores de risco: transfusão de sangue e hemoderivados de doadores não testados para anti-HCV; transplantes de órgãos de doadores infectados; uso de drogas injetáveis; terapias injetáveis com equipamento contaminado (ou não seguro); hemodiálise; exposição ocupacional ao sangue; transmissão perinatal e transmissão sexual. Além disso, em decorrência da grande variedade de atividades humanas com potencial exposição ao sangue, existem diversos outros modelos biológicos possíveis de transmissão do HCV. Alguns exemplos incluem procedimentos estéticos, culturais e religiosos como: tatuagem; piercing; serviços de barbearia; rituais de escarificação; circuncisão e acupuntura.

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Acidentes perfurocortantes com inoculação percutânea são uma forma bem documentada de transmissão do HCV, com taxas de soro conversão após uma única exposição percutânea com objeto sabidamente contaminado variando entre 3% e 10%.

Para minimizar o risco desses acidentes, além de um treinamento adequado junto aos colaboradores, o mercado atualmente conta com alguns produtos hospitalares com dispositivo de segurança, como Scalp e cateter, em atenção à legislação do Ministério do Trabalho (NR32).

Figura 2: Materiais médicos com dispositivo de segurança.

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Fonte: laborimportshop.com.br.

 

DIAGNÓSTICO LABORATORIAL DA HEPATITE C

O HCV circula no sangue em baixa concentração. A detecção de anticorpos contra antígenos específicos do HCV é a maneira mais frequentemente empregada para identificar a infecção, presente ou passada. Para isso, são utilizados testes de rastreamento, que apresentam alta sensibilidade, e testes suplementares também denominados confirmatórios, com maior especificidade.

Os testes disponíveis para a detecção são:

  • Testes de rastreamento;
  • Testes suplementares;
  • Determinação do RNA do HCV;
  • Testes qualitativos;
  • Testes quantitativos e
  • Determinação do genótipo do HCV.

Um exemplo é o teste de triagem qualitativa, o método de Imunocromatografia (figura 3), que contém apenas o antígeno de HCV recombinante conjugado com ouro coloidal. É de realização mais simples e, possivelmente, mais barato do que os testes comerciais disponíveis.

Figura 3: Método de Imunocromatografia.

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Fonte: laborimportshop.com.br.

Os testes qualitativos são usados antes de se iniciar o tratamento de pacientes com hepatite C e para avaliar a eficácia do tratamento.

PREVENÇÃO

Cuidados básicos devem ser adotados para evitar o contágio, tanto da hepatite C, como outras doenças infectocontagiosas, tais como: HIV, Sífilis, Hepatite A e B, além de doença de Chagas.

Uso de preservativos, cuidados ao manipular materiais biológicos (uso de luvas e EPIs), cuidados com objetos como alicate de cutícula, lâminas de barbear, agulhas, enfim, objetos perfurocortantes não esterilizados e passíveis de compartilhamento, podem ser uma forma conhecida de evitar o contágio e a transmissão do vírus.

A hepatite C não tem cura. É uma doença silenciosa, em que a prevenção ou o diagnóstico rápido, quando possível, ainda são a melhor escolha para uma boa qualidade de vida e controle do risco de propagação da doença.

REFERÊNCIAS:

BRANDÃO, A.B.M.; et al. Diagnóstico da hepatite C na prática médica: revisão da literatura. Rev Panam Salud Publica/Pan Am J Public Health 9(3), 2001.

CORRÊA, S.; BORGES, P. K. O. Hepatite c: aspectos epidemiológicos e clínicos de uma doença silenciosa. Interbio v.2 n.1 2008.

MARTINS, T.; et al. Epidemiologia da infecção pelo vírus da hepatite C. Rev Assoc Med Bras 2011; 57(1):107-112.

STRAUSS, E. Hepatite C. Rev. Soc. Bras. Med. Trop. vol.34 nº.1 Uberaba Jan./Feb. 2001.

 

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